Garantir o funcionamento correto das bombas de incêndio é essencial para a segurança de qualquer condomínio. Uma bomba mal dimensionada, instalada incorretamente ou sem manutenção pode comprometer a resposta ao combate ao fogo, colocando pessoas e patrimônio em risco. Para ajudar, abaixo estão os principais requisitos mínimos que devem ser verificados de forma prática e objetiva.
1. Dimensionamento correto (vazão e pressão)
A bomba de incêndio deve atender à vazão e à pressão exigidas pelo projeto do sistema de hidrantes e sprinklers do condomínio. Isso significa escolher um conjunto cuja curva hidráulica garanta a pressão mínima nas saídas e a vazão necessária para os cenários mais críticos previstos no projeto. Em outras palavras: não escolha só pela potência do motor, compare curvas de desempenho.
2. Conjunto completo: bomba principal, jockey e redundância
Um sistema típico exige:
- Bomba principal dimensionada para a demanda do sistema;
- Bomba jockey (pressurização): para estabilizar a pressão da rede e evitar partidas desnecessárias da bomba principal;
- Redundância (quando prevista): conjuntos com duas bombas ou sistema de emergência para garantir operação em falha de um equipamento. Testes de partida automática e de atuação por falta de energia também são exigidos pela normativa.
3. Acionamento automático e alimentação de emergência
É obrigatório que o sistema permita partida automática em evento de queda de energia, normalmente com acionamento por quadro de controle e, quando necessário, suporte de grupo gerador ou outra fonte de emergência. Além disso, a lógica de comando deve ser testada periodicamente.
4. Instrumentação e controle (manômetros, pressostatos, painéis)
Manômetros, pressostatos e alarmes visíveis/sonoros no quadro de comando são itens mínimos para monitorar pressão, detectar funcionamento indevido e registrar falhas. O painel de controle deve permitir o teste manual, automático e registrar eventos básicos.
5. Instalação mecânica e elétrica adequada
As bombas de incêndio devem ser instaladas sobre base rígida, com alinhamento correto do eixo e tubulação compatível, além de proteção elétrica conforme normas (NR-10 e regulamentações locais). Verifique também válvulas de retenção, registro, e a existência de drenos e dispositivos de teste conforme projeto.
6. Materiais, selo e rotor
Confirme materiais compatíveis com a aplicação (ferro fundido, inox, etc.), tipos de selo mecânico adequados e condição do rotor, todos impactam vida útil e confiabilidade da bomba. Substituições devem seguir especificações do fabricante.
7. Manutenção, ensaios e documentação
Manutenção preventiva com registros, ensaios periódicos (partida automática, teste do jockey e da principal, verificação de vazamentos) e disponibilidade de manuais e certificados do equipamento são requisitos que facilitam vistorias do Corpo de Bombeiros e asseguram pronta resposta do sistema. Guarde relatórios e cronogramas de manutenção.
8. Conformidade com normas e instruções técnicas locais
Verifique a conformidade com a ABNT NBR 16704 (requisitos para conjuntos de bombas estacionárias) e com as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros do seu estado (que podem detalhar exigências específicas para hidrantes, mangotinhos e aceitação). Em caso de dúvida, consulte o projeto aprovado pelo corpo técnico responsável.
Recomendações práticas para condomínios
- Contrate empresa ou técnico qualificado para dimensionamento e manutenção.
- Exija registros assinados após cada ensaio e manutenção.
- Mantenha acesso livre à casa de bombas e sinalização adequada.
- Agende revisões antes de vistorias do Corpo de Bombeiros.
Conclusão
Garantir que as bombas de incêndio do condomínio atendam aos requisitos mínimos é uma ação essencial para proteger pessoas e patrimônio. Em suma, mantenha o dimensionamento correto, a instalação elétrica e mecânica adequadas, os dispositivos de controle e a alimentação de emergência sempre verificados, e registre todas as manutenções e ensaios. Além disso, contrate profissionais qualificados para executar testes periódicos e consulte o projeto aprovado e as normas aplicáveis antes de qualquer intervenção. Agindo preventivamente, o condomínio reduz riscos, facilita a aprovação em vistorias e aumenta a confiabilidade do sistema de combate a incêndio.
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